quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Funny Games

Comentaram desse filme no curso do Pablo Villaça e desde entao eu estava curiosa, mas nunca tinha disponivel. Só pude assistir hoje.
É sem duvida um dos filmes mais tensos que ja vi na vida.

*Obs: Desculpem a falta de paragrafos e a ausencia do poster, a configuraçao ta um nojo, ja é a 4 postagem que publico...¬¬

Elenco: Naomi Watts, Tim Roth, Brady Corbet, Devon Gearhart, Michael Pitt
Sinopse: Neste thriller provocante e brutal do diretor Michael Haneke, uma família em ferias recebe a inesperada visita de dois jovens profundamente perturbados. A partir daí suas ferias de sonhos se transformam em pesadelo quando são sujeitados a inimagináveis terrores e provações para continuarem vivos.

Esse filme é esquisito. Porque os psicopatas sao pessoas altamente educadas e tranquilas, o contrario do que estamos acostumados. E tudo começa com uma caixa de ovos.

Eles nao sabem explicar seus motivos, o que torna tudo ainda mais estranho e perturbador. As situaçoes sao sendo criadas e aos poucos os personagens percebem que ha algo errado.
A primeira a perceber é a mocinha, que acha muito estranho o cao parar de latir no exato momento que um dos garotos pede para testar o taco de golf. No momento em que eles recusam a sair da casa e ficam enrolando para criar a situaçao perfeita, ela percebe que tem algo muito errado.

Ficamos sem saber o motivo real para os garotos forçarem uma serie de brincadeiras (por isso o titulo, funny games) que fisicamente sao ate um tanto quanto inocentes, como pedir para que a mocinha tire a roupa para que eles vejam se ela tem "alguma gordurinha extra". Me refiro a inocente porque em momento nenhum eles mostram interesse em violenta-la sexualmente. Pelo contrario, ate pedem educadamente que ela se vista.

E assim o filme é desenvolvido. Os rapazes sao sempre educados, calmos, sem maiores pretençoes. Ou seja: voce nao espera nada deles, que aparentam ser "uns amores".
O problema é que sao completamente desajustados e psicopatas, sugerem jogos praticamente mortais, como pedir a mocinha que escolha a arma com a qual o marido sera morto.

A real é que o filme vai acabando e os rapazes num momento falam com a camera, como se estivessem conversando com a audiencia. O que fica obvio que os jogos nao sao apenas com os personagens do filme, mas que NÓS tambem fazemos parte.
Ou seja: os rapazes estao zoando com a nossa cara. É um modo do diretor dizer: "Olha, eu estou torturando esse casal e nao há nada que voce possa fazer!".
Mas nada se compara a um deles pegar o controle remoto apos a mocinha ter tido uma iniciativa e aparentemente resolver o conflito, voltar a cena e muda-la de acordo com sua vontade.

Neste momento nós sabemos que o filme é do diretor e por mais que a gente queira que termine bem, o resultado sera dramatico.
Em outras palavras: nós assistimos porque gostamos de sofrer. Somos torturados juntos com o casal, sentimentos na pele todo o drama (afinal é predominantemente psicologico), os rapazes tentam interagir de modo a se voltar para a camera ao tecer algum comentario e o final nao depende da gente. Nós iremos aceitar o que acontecer por nao termos escolha.

Ele nao explica porque os rapazes fazem isso. Afinal eles nao roubam nada, nao tem interesse no dinheiro, nao tem maiores ganhos. O plano é forçar amizade com alguem, estar no local e na hora certa, ser apresentado a outras contatos e manter o ciclo.
O filme nao acaba, ele recomeça com outras vitimas, nos mostrando que é um ciclo vicioso. Por que? Provavelmente por nao ser o que a gente espera.

Filme de terror com merito. Alias, é um dos melhores do genero que ja assisti e temos no maximo uma perna quebrada e algumas gotas de sangue. Só prova que o genero nao precisa necessariamente ser um show de membros separados e litros de sangue.
Adorei e indico pra todo mundo! d:-D

É tao absurdo, tao sem noçao...Que chega a ser genial! ^^

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