quinta-feira, 15 de abril de 2010

A Serious Man

Acordei, repensei na vida de novo e jurei que iria dormir mais cedo.
Nao teve jeito, só agora (e nem queira saber o horario desse post!) pude atualizar.

Eu ia assistir outra coisa, pela curiosidade e real necessidade de precisar ir ao cinema. Mas ao ver os horarios tinha esse filme na lista.
Faz meses que quero assisti-lo e tentei diversas vezes, em vao, baixar torrent. Ate que eu simplesmente desisti, ia esperar chegar na locadora. Ate hoje...

Tirei um tempinho. Chegando na bilheteria, a surpresa:

-Qual lugar voce quer?

Aqui em Brasilia UM unico cinema adotou o regime de escolha de lugares na sala. Eu tinha esquecido completamente...E sinceramente, nao sei o que pensar do ser dinamico que imaginou que isso fosse ser uma boa ideia. Porque, claramente, nao é!

-Ahn...Isso. Me tira uma curiosidade: Final de semana isso aqui nao fica um inferno?
A mocinha riu...E concordou!
-Fica um inferno! Por isso te aconserlho em estreias a vir ALGUMAS HORAS ANTES para escolher o lugar.

Normalmente eu precisaria ir com ate 40 minutos de antecedencia, pra garantir um ingresso. E como sempre (ou como todo cinefilo sabe, faz e esta acostumado) entraria na sessao com 10 a 15 minutos de antecedencia para escolher um lugar qualquer.

Cara, é cinema! Qual a dificuldade de se entrar na sala e simplesmente sentar?!

Escolhi meio que de qualquer jeito, pra isso eu sou meio Sheldon: Chegando la, vendo o espaço fisico e a disposiçao das cadeiras, saberei qual é o ideal. Mas um mapa? Affeee...

Comprei, entrei e ao entrar na sala vi que era pequena. Lugar fail. Escolhi alto demais, na ponta demais. Na pratica JAMAIS teria sentado lá. Bem, tinham no maximo 6 pessoas no cinema, logo eu simplesmente ignorei o lugar que escolhi e sentei onde pensei ser mais adequado. E razoavel.
E pensei que seria MUITO, mas MUITO azar mesmo se entrasse uma unica pessoa e tivesse comprado praquele. Motivo simples: seria ridiculo eu ter que sair, considerando 8 pessoas e um espaço de pelo menos 250 cadeiras.

Para o meu alivio, assisti A serious Man em paz!























Estreia: 19 de Fevereiro de 2010 (!!!!!!)
Sinopse: Em 1967, Larry Gopnik (Michael Stuhlbarg) é um professor de Física da Universidade de Midwestern, que acaba de ser informado que sua esposa Judith (Sari Lennick) o está deixando. Ela apaixonou-se por um de seus colegas, Sy Ableman (Fred Melamed), que, aos seus olhos, é alguém muito mais interessante do que seu marido. A família de Larry também não é lá essas coisas: seu irmão Arthur (Richard Kind) mora em sua casa e dorme no sofá; seu filho Danny (Aaron Wolf) é um estudante problemático e rebelde; e sua filha Sarah (Jessica McManus) pega, frequentemente, dinheiro de sua carteira, para fazer uma plástica no nariz. Uma carta anônima também ameaça sua carreira na universidade. Larry, então, decide pedir conselhos a três diferentes rabinos que poderão ou não ajudá-lo, diante de tantos problemas.

É um dos melhores filmes que ja vi. 
O inicio é um pouco confuso e estranho demais, voce jura que entrou na sessao errada. Algumas pessoas chegaram a sair da sala. Eu, por ser curiosa e persistente, mesmo tambem achando que tinha errado, continuei a assistir e esperar que o titulo fosse mostrado.
Fica a dica caso aconteça o mesmo com voce: Estranhou o inicio? Aguarde ate o titulo aparecer na tela. Geralmente é logo em seguida a abertura da empresa distribuidora e editora ou alguns minutos apos o desenvolvimento que tende a ser a base do roteiro. Questao de 2 a 5 minutos.

Ambientado em meados de 1960 tem atmosfera retro: um garoto nos seus 14 anos é expulso de sala de aula por ouvir radio a pilha num fone de ouvido.
O diretor estranha o ornamento, parece nunca em sua vida ter visto fones de ouvido. Os coloca como teste, curioso, e entende porque o aluno o usava em sala.


Este é filho de Larry, professor de fisica teorica em uma universidade, homem calmo e bom até demais. Quase passivo. 
Dono de oculos com armaçao wayfarer, é casado com uma mulher histerica, que reclama de tudo e esta tendo um caso com o melhor amigo do marido. Com ela Larry teve dois filhos: o garoto que esta prestes a ter sua iniciaçao judia e a filha, uma adolescente nos seus 17 anos que passa o dia querendo entrar no banheiro para lavar os cabelos, porem é impedida pelo tio que o usa para fazer drenagem.


Entre antenas-parabolicas, radios a pilha, armaçoes wayfarer e toca-discos vamos conhecendo a familia de Larry. Este, com tantos problemas ao longo do dia, seja com sua esposa pedindo o divorcio ou com um estudante de intercambio que diz entender Fisica mas nao Matematica e tentando suborno para nao perder a bolsa, pede ajuda aos maiores sabios rabinos de sua congregaçao.


O filme assim é divido entre 4 capitulos: os 3 sabios rabinos com os quais ele conversa e a iniciaçao do filho a religiao judaica.


Considerado uma comedia nao por nos fazer rir, mas pela falta de resultados, os sabios rabinos tentam convencer Larry a simplesmente se conformar com sua vida, abstrair as respostas e o fazem acreditar que uma hora as coisas vao acontecer. 
Um deles é ironicamente Howard Wollowitz, que parece ter saido direto de TBBT e foi promovido nos cultos. Sua metafora-mor é dizer que tudo depende do ponto de vista e dar como exemplo o estacionamento da sinagoga.

A cada cena Larry se desespera mais a procura de respostas por sua vida estar um completo caos. Forçado a sair da propria casa pela esposa e seu amante, ameaçado pelo pai do estudante de intercambio, cobrado diariamente pelo filho que nao apenas usa  drogas como reclama do sinal da antena, torturado pela filha que passa o dia gritando que quer lavar os cabelos e explorado pelo irmao doente, que tem ficha na policia por "tentativa de sodomia" e dorme em seu sofá.


Nao melhora. Pelo contrario, nos desesperamos aos risos do protagonista que uma hora atende o telefone para ser cobrado por um serviço que nao pediu, outra ouve ameaças indiretas do estudante ou é o culpado por todos os males do mundo.


O filme nao acaba. Nao tem final. Confesso ter sentido falta, foi similar a uma novela mexicana: ainda teria muito assunto, mas simplesmente termina, no apce.
Acredito que tenha sido uma forma do diretor nos obrigar a usar do otimismo. Ou nao.
Será que deu tudo certo? Será que ficou pior?


Considerando Larry, eu prefiro acreditar que de uma maneira, deu certo. Mesmo que por acidente. Que terminou de forma tumultuada, porem ninguem se machucou.


Moral? Sempre pode ficar pior.


Pra quem tiver curioso, só o trailer já faz rir! ^^

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