terça-feira, 6 de outubro de 2009

Pi (é, 3,14...)

Fazia um tempo que eu queria ver esse filme e por acaso achei disponivel na locadora.
Meu pai assistiu, disse que nao aguentou ver inteiro de TAO confuso e me deu um desafio: uma viagem de 1 final de semana caso eu nao apenas visse inteiro como se explicasse.

Ganhei a viagem.
*Nao pra SP, antes que perguntem!haha

O filme nao é dificil. Nao é chato, o que é uma surpresa.
É apenas pesado. É aquele tipo que voce PRECISA parar em algumas partes, nao tem como ve-lo numa sentada apesar de durar apenas 1h30.

O que pra um filme de ficçao é pouco.

























Sinopse
Em plena Manhattan vive Max (Sean Gullette), um jovem gênio da matemática e computação que vive escondido da luz do sol, que lhe dá constantes dores de cabeça, e evita o contato com outras pessoas. Max conseguiu construir um supercomputador que lhe permitiu descobrir o número completo do pi, o que fez ainda com que compreendesse toda a existência da vida na Terra, já que percebeu que todos os eventos se repetiam após um determinado espaço de tempo. Com isso Max pôde adivinhar o que viria a acontecer no mercado da bolsa de valores, já que conhecia as tendências que se repetiriam, e passa a ser cobiçado por representantes de Wall Street e também por uma seita que busca decifrar os mistérios da matemática.


Vi o filme em duas partes e pretendo ver uma segunda vez para analisar melhor os detalhes.
O que faz desse "longa" um filme aparentemente confuso nao é a matematica envolvida (que seriao!? se voce fez ensino medio mata facil!), o objetivo do personagem ou os dialogos envolvendo conceitos logicos e teorias exatas. É o fato de Max ser um cara doente. Ele tem derrames com uma frequencia assustadora!
O que acontece: quando ele esta tendo um derrame há alucinaçoes, confusoes mentais, é como um Universo paralelo dentro de sua propria cabeça.

Pra dificultar ainda mais, o filme é preto e branco com imagens deturpadas, tremidas, desfocadas. Ou seja: a diferença entre o que ele de fato vive e o que imagina é muito sutil. Vai quase que pelo senso. Acredito que muitos hoje que estao acostumados ao cinema comercial vao achar um porre, de fato porque ele tem tudo pra ser cansativo.

Detalhes que valem ser mencionados: o cara é o tipico genio. Pessimo com relaçoes afetivas, nao gosta de conversar, fala o minimo e passa o dia inteiro na frente do computador (SIM, pasmem!!) tentando codificar numeros. É o que ele faz.
Só que ele nao se conforma. Percebendo que tudo na vida segue um padrao, vem a reflexao: "Ue, se tudo no Universo tem uma logica, a bolsa de valores tambem tem, afinal envolve numeros!".

Spoiler?! Sim, ele descobre o padrao. E daí é perseguido por pessoas interessadas em usar a informaçao e lucrar em cima. Logico.
Ele estudou só por curiosidade, pra entender o processo.

O final é uma emoçao a parte.
Se voce pretende ver o filme eu aconselho que voce pare por aqui. Do contrario...

O cara nao aguenta ser perseguido, nao consegue administrar tamanha genialidade e se mata logo apos resolver o problema.
O modo entao, Jigsaw ficaria orgulhoso: ele perfura a propria cabeça com uma furadeira eletrica.

Achei digno. Seriao, é bem aquela coisa: se nao aguenta, se mata. Viver assim pra que?!



*1 minuito de silencio pra Max, que viveu em funçao da matematica e plena loucura, que foi ate o final mesmo que de maneira tragica.

d:-D


Um comentário:

  1. Gente, que original! Tantos meios de suicídio e ele se mata logo com o que faz mais nojeira, além de ser o mais original que já ouvi! Quanta sangria e dramaticidade...! Adorei (apesar de saber que taparia os olhos ao ver esse desfecho)

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Entao...